domingo, 30 de agosto de 2009

Transparência entre aspas


Para avaliar o "Portal da Transparência" da Assembleia Legislativa do Paraná, O Vigilantes da Democracia realizou uma entrevista com o professor de Ciência Política da UFPR, Sérgio Braga.

Clique aqui para ler a entrevista.

Fonte: Daniela Drummond - Vigilantes da Democracia (28/06/2008)

3 comentários:

Celso Roma disse...

O tema é extremamente relevante. Um dos problemas recorrentes da política é a falta de prestação de contas por parte dos governantes. Quanto maior a publicidade das informações, mais difícil se torna a prática de corrupção e de outros desvios de conduta (manipulação do Orçamento etc). Mas, como já disse no comentário anterior, isto não é suficiente. Eu sou marxista (por parte de Groucho, Chico, Harpo) e aprendi com eles que "dados todo mundo têm". Ou seja, é preciso consultar e analisar os dados. Se os eleitores se mantêm apáticos sobre o processo político, as informações se perderão na imensidão da Internet.
Saudações

Celso Roma disse...

Em São Paulo, o governo estadual elaborou um projeto de Controle Interno das informações, abrangendo sistemas como o Prodesp e Fiesem/SP. Eis um trecho da conclusão do trabalho elaborado por um colega: "Existe falta de interesse da sociedade civil não apenas em cobrar a abertura, por exemplo, do SEI, mas também em aprender a lidar com os novos mecanismos informatizados colocados a sua disposição, tal o SIGEO. Basta citar que desde sua instalação, em 1998, e até 2002, pouquíssimas instituições da sociedade civil paulista pediram à Secretaria da Fazenda uma senha para acessar o sistema".
(Sanchez, Oscar Adolfo. "O poder burocrático e o controle da informação". Lua Nova, 2003, no.58, p.89-119)
Se este problema não for resolvido, a relação Estado e sociedade continuará a ser prejudicada pelo problema da "assimetria de informações".
Saudações

SSB disse...

Caro Celso:

Só através de comentários do post para restabelecermos contato. Como sempre, seus comentários são pertinentes. Se possível, farei observações mais aprofundadas. Por ora, observo apenas o seguinte: (i) evidentemente, o mais importante é o tratamento dos dados inclusive porque todos sabemos que, inversamente ao que dizem os empiristas (Giannotti, FHC, Caio Prado Jr. etc. etc., o objeto do conhecimento é diferente do objeto real). Mas é sempre importante que tenhamos boas matérias-primas para construir o objeto do conhecimento -- ajuda muito; (ii) não concordo que não haja interesse da sociedade civil pelas informações disponibilizadas. Depende muito do tipo de informação e do segmento da sociedade civil. No "Portal da TRansparência" da ALEP, por exemplo, que é uma porcaria, houve mais de 10.000 acessos no primeiro dia. Há um certo interesse difuso sim, embora estejamos longe de estarmos numa ágora grega. Aliás, mensurar isso é um dos principais pontos da agenda de pesquisa sobre Internet, especialmente nos países europeus. Abraços,